Na quinta-feira (3) o pesquisador Homero Aidar irá mostrar os trabalhos científicos que deram origem ao desenvolvimento da tecnologia para o cultivo de feijão no período de entressafra, no vale do rio Javaés, o qual abrange um total de 100 mil hectares já incorporados ao sistema de produção.
"Experimentalmente e em lavouras comerciais, nas várzeas mais altas, os resultados com o feijoeiro indicaram que as melhores produtividades têm sido obtidas no sistema plantio direto", afirma Homero.
Ainda segundo ele, em geral, os solos das várzeas do vale do Rio Javaés possuem propriedades que permitem o manejo da irrigação por subirrigação, ou seja, o controle da umidade até às raízes do feijoeiro por elevação do lençol freático, o que possibilita o cultivo mesmo no clima quente e seco entre os meses de maio e agosto. Principalmente por causa dessas condições, de acordo com Homero, existe a opção da produção de sementes de feijão de alta qualidade sanitária e fisiológica, o que pode tornar a região um importante pólo de fornecimento do insumo para todo o país.
No mesmo dia, na parte da tarde, o pesquisador Pedro Machado irá apresentar estudos, principalmente no Estado do Paraná, que demonstram que o acúmulo de matéria orgânica na superfície do solo condiciona a fertilidade química para nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio, em sistema plantio direto. Da mesma forma, irá expor trabalhos sobre o efeito da decomposição de diferentes palhadas para a redução da acidez do solo, com destaque para plantas de cobertura, como a crotalária e o nabo forrageiro.